Alerj e o projeto de lei sobre o Airsoft | porque este projeto de lei não ajuda seu próprio propósito

Por Tatiane Pimenta

E o Airsoft brasileiro continua a levar duros golpes que estão causando uma grande polêmica. Após a notícia sobre o CR que nós ainda estamos digerindo, e do fuzuê que ela provocou, agora é a Alerj a nova responsável por colocar o esporte nas notícias.

Em matéria d'O Globo, foi informado que a Alerj avalia projeto de lei que exige cadastro de praticantes de Airsoft na Polícia Civil. Em que se apoia isso? De acordo com o jornal, cerca de 10 mil pessoas praticam o esporte no estado do Rio de Janeiro e, para o folhetim, o grande número de praticantes de airsoft virou uma preocupação para autoridades, visto que, de acordo com uma estatística do Instituto de Segurança Pública (ISP): nos últimos dois anos, 1.508 simulacros de fuzis e pistolas foram apreendidos por policiais, boa parte ao fim de ações criminosas.

E sendo assim, com o objetivo de regulamentar o uso esportivo de réplicas de armas, a Assembleia Legislativa (Alerj) avalia um projeto de lei da deputada Martha Rocha (PDT) que estabelece regras para a compra, o transporte e o licenciamento desses equipamentos. O texto, aprovado em primeira discussão, deverá voltar ao plenário na próxima semana.

O maior argumento é a venda de réplicas por lojas de que acabam não vendendo as airsofts da maneira correta. Mas como muitos de nós operadores já conversamos, discursamos e discutimos, o bandido (bandido mesmo) não vai COMPRAR uma arma de airsoft que chega a custar alguns milhares de reais. O problema não é a venda das armas de airsoft, mas sim que o bandido vai fazer o que for necessário para assaltar e/ou matar: usará de armas frias, ilegais, roubadas, facas, airsoft guns roubadas, fogo, ácido, o que for preciso para seguir em seu intento.

Ações como esta acabam impactando mais para os operadores, que já praticam o esporte ou estão entrando no mesmo na legalidade e com um fim digno de praticar o Airsoft do que o meliante que deseja efetuar assaltos, roubos, entre outros. O operador correto já compra, transporta e licencia suas armas de airsoft de acordo.

O problema aqui é claro: falta de esclarecimento e de ações públicas para refrear bandidos. É mais simples ir mexer em questões que possam contornar a questão economico-social (a marginalidade) e incutir ações inefetivas, que não se sustentam.

Alguns airsofters já estão se movimentando em relação ao projeto de lei, como Carlos Eduardo, que iniciou um abaixo-assinado no Change.org (para acessar o abaixo-assinado, clique aqui). A ação pode ser singela, mas reflete o que pensam muitos operadores sobre esta ação.

E você? Qual a sua opinião? O que as autoridades poderiam fazer que seria realmente efetivo?

Fonte: O Globo

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