Armas da Primeira Guerra | dos aviões às trincheiras

Todo airsofter gosta de armas logicamente. Sua tecnologia, engenharia e funcionamento é claro. Mas na guerra real a coisa é muito, mas muito diferente, principalmente na Primeira Guerra que foi realmetne pesada em se tratando da violência das armas, como veremos à seguir:

Baioneta

Como arma militar, a baioneta foi introduzida pela primeira vez no Exército Francês pelo general Jean Martinet. Na década de 1660, o seu uso já eram comum na maioria dos exércitos da Europa. O benefício de duas armas concentradas apenas numa única tornou-se logo aparente. As primeiras espingardas dispunham de uma baixa cadência de tiro e, dependendo da qualidade de fabrico, podiam ser também pouco certeiras e confiáveis. As baionetas ofereciam uma útil adição ao sistema de armas quando uma carga do inimigo conseguia atravessar a zona da morte dos mosquetes (cerca de 100 metros), chegando ao contato com os seus oponentes. Uma baioneta com cerca de 40 cm colocada numa espingarda com cerca de 1,5 m formava uma arma de fuste com um alcance semelhante ao de um pique ou alabarda de infantaria. A combinação espingarda/baioneta era, no entanto, consideravelmente mais pesada que uma arma de fuste convencional do mesmo comprimento.

Lança-chamas

O lança-chamas foi introduzido pelos alemães no começo da guerra e inicialmente causou terror entre as tropas adversárias, que também passaram a adotá-lo pouco depois. De curto alcance, era usado pelos soldados principalmente para abrir caminho para os colegas de infantaria, que vinham logo atrás – no começo da guerra, os lança-chamas usados pelos alemães eram manuseados por bombeiros.

Morteiros
O morteiro foi outro armamento antigo que ganhou uma nova concepção na Primeira Guerra Mundial, caracterizada pela batalha de trincheiras. Sua principal vantagem é que poderia ser disparado de uma posição relativamente segura, dentro da própria trincheira, evitando uma exposição desnecessária diante do inimigo. Consequentemente, quando lançado com sucesso, o morteiro caía exatamente dentro da trincheira inimiga, fazendo muitas vítimas.

Granadas

A Primeira Guerra Mundial foi responsável pela popularização do uso de granadas em combates - o sucesso fez com que sejam bastante empregadas até os dias atuais. No início do conflito o uso das granadas era menor e sua tecnologia muito mais simples.

Pistolas e Revolveres

A  pistola considerada a mais famosa da Primeira Guerra Mundial foi a Luger, usada pelo exército alemão – era considerada um troféu quando capturada pelos aliados. A Webley, no entanto, utilizada pelos britânicos, não ficou muito atrás em termos de reputação.

Rifles

Apesar dos avanços tecnológicos no período, o rifle se manteve como o armamento mais crucial para o trabalho de um soldado, sempre presente em qualquer unidade de infantaria. Era com os rifles que os soldados participavam das ações de ataque e defesa, bem como dos períodos de folga entre as batalhas.

Metralhadoras

O engenheiro estadunidense John Gatling criou uma arma coerente com todos os quesitos da competição, e que posteriormente levou o seu nome, a metralhadora Sistema Gatling. A gatling possuía seis canos, cada um com uma agulha de percussão, e que giravam em torno de um eixo comum, acionadas manualmente por uma manivela. As balas, situadas em um recipiente acima dos canos, caíam nestes; ao chegar ao topo do giro, os percussores detonavam a bala. Na parte de baixo da estrutura, havia uma abertura, por onde os estojos usados caíam.A metralhadora de Gatling alcançava uma taxa de disparo de até 200 tiros por minuto. Mas, apesar de ter feito muito sucesso, ela não era uma arma realmente automática, pois o atirador ainda precisava girar manualmente o conjunto. As gatlings até foram usadas em umas poucas ações do século XIX (como a Guerra da Secessão), mas ficaram obsoletas antes do fim daquele século devido a uma outra invenção: a metralhadora estilo Maxim. A maior prova do poderio das metralhadoras viria entre os anos de 1914 e 1918, na Primeira Guerra Mundial. A guerra foi marcada por ações lentas, por combates quase que exclusivamente entre trincheiras. Metralhadoras eram postas, camufladas, em posições estratégicas, na defesa das trincheiras. Isso gerou um longo e sangrento impasse, que terminou com 10 milhões de mortos e 40 milhões de feridos.

Armas Químicas
Os primeiros a usarem granadas de gás não letal foram os franceses, no início do conflito, para conter uma ofensiva alemã. Mas foram os germânicos os primeiros a empregarem armas químicas em larga escala, e por isso são comumente associados a elas.

Gases Venenosos

A introdução do gás venenoso na guerra aconteceu em 22 de abril de 1915, em Ypres, na Bélgica. Em um ataque contra tropas da França e Argélia, a Alemanha lançou um bombardeio com um gás verde e amarelo, que seria o gás cloro. Pegos de surpresa, franceses e argelinos inalaram o gás e quase que instantaneamente começaram a passar mal, sofrendo com problemas respiratórios. O ataque, no entanto, não representou grande vantagem para os alemães. Em pânico, muitos soldados franceses e argelinos fugiram e abandonaram seus postos, mas o medo dos efeitos do gás entre a própria tropa alemã, além da falta de reforços, impediu um avanço maior dos germânicos nessa batalha. Apesar da condenação e recriminação de toda comunidade internacional por conta do ataque, pouco depois desse episódio franceses e britânicos também passaram a utilizar armas químicas, transformando cientistas em protagonistas do conflito. O uso de armas químicas atingiu outro nível quando os alemães desenvolveram o gás mostarda. Difícil de detectar no início e quase inodoro, provoca rapidamente vômitos, problemas de pele e respiratórios, e em alguns casos até cegueira temporária. O gás mostarda foi utilizado pela primeira vez em 1917, contra os russos, sendo lançado pela artilharia. Ainda que outros gases tenham sido empregados, como o bromo e o nervoso (obtido do ácido cianídrico), o mostarda, o cloro e o fosgênio foram os principais durante a Primeira Guerra Mundial. Estima-se que os ataques com armas químicas deixaram mais de 90 mil mortos, a maioria entre as tropas russas. A partir de 1918, as tropas dos dois lados já estavam mais preparadas para se proteger dos gases, com o uso de máscaras, o que diminuiu consideravelmente o número de mortes provocadas pelos agentes químicos até o fim da guerra. Os gases venenosos são proibidos internacionalmente desde 1925.

Trincheiras

Geralmente eram construídas em ziguezague, para que o inimigo, caso conseguisse passar pelos diversos obstáculos e chegar ao local, não pudesse matar muitos soldados de uma só vez. Também eram comuns dentro das trincheiras a criação de espaços onde os soldados se reuniam para comer ou descansar, ou mesmo para se proteger do clima (era como pequenos buracos escavados no local). Os oficiais costumavam dispor de espaços maiores, onde poderiam inclusive fazer reuniões. Os soldados se viam cercados pela morte mesmo longe dos ataques inimigos, por conta das condições totalmente insalubres que predominavam nestes locais – infestação de piolhos e ratos era comum, assim como várias doenças, causavam transtornos e mortes. Deixar as trincheiras era inviável: quem se aventurasse para fora corria grande risco de ser abatido pelo inimigo. As constantes inundações provocadas pelas chuvas também eram um transtorno, e drenagem era frequentemente necessária. Tipicamente, um soldado passava por um ciclo: primeiro servia na linha de frente, no combate propriamente dito. Daí passava um tempo na trincheira, passando para um serviço de apoio aos entrincheirados, e logo depois para a reserva. Após esse período, o soldado podia ganhar um tempo de descanso. Mesmo nessa fase, no entanto, o militar poderia se ver diante da linha inimiga, executando alguma tarefa. Uma característica marcante das trincheiras era o forte fedor que exalavam. As causas para esse problema eram inúmeras: corpos apodreciam em valas próximas; latrinas transbordavam com frequência; homens podiam ficar semanas e até meses sem tomar banho; desinfetantes e outros produtos, como o creosol, eram usados para afastar a constante ameaça de doenças e infecções; e somado e misturado a tudo isso, um soldado precisava enfrentar nas trincheiras o cheiro de pólvora, resquícios de gases e armas químicas usados em combates, sacos de areia em decomposição, lama e barro, fumaça de cigarros e até mesmo de comida.

Aviões de Guerra
Usados à princípio apenas para vôos de reconhecimento, o tipo de avião usado em 1914, atingia uma velocidade de 80 a 120 km/h com teto de cerca de 3.000 sem armas e por isso sua utilização foi progressiva. Em cerca de 5 anos isso mudou e muito, tendo sido construídos mais de 177.000 aviões de guerra. Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, também conhecido como Barão Vermelho, foi um piloto de caça alemão na Primeira Guerra Mundial e é considerado um dos mais conhecidos aviadores desta guerra.

Fontes:
https://en.wikipedia.org/wiki/Weapons_of_World_War_I
http://www.militaryfactory.com/smallarms/ww1-guns.asp
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_infantry_weapons_of_World_War_I
https://www.terra.com.br/noticias/mundo/primeira-guerra-mundial-armas/

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