Taking punk to the masses | a nostalgia em forma de exposição

Por Gabriel Mesquita - texto especial em comemoração ao Dia Mundial do Rock

Como bom roqueiro e fã de Nirvana, não poderia de forma alguma deixar de ir na exposição Taking punk to the masses que está acontecendo no Museu Histórico Nacional, no centro do Rio de Janeiro.

Minha relação com o Nirvana é bem especial. O Nevermind foi o meu primeiro CD de rock. Roubei do meu irmão mais velho e acredito que até hoje ele não saiba disso. Talvez descubra agora lendo esse post. Malz meu irmão, mas esse CD é muito mais meu do que seu. Aliás, devo muito ao irmão o meu bom gosto musical (risos). Lembro de ouvir The Smiths com ele e ficar louco com a depressão musical do Morrisey. Ô homem que sofreu nessa vida né?

Ao contrário de todo mundo que ama Smeels Like Teen Spirit e Come as You Are, o Nevermind é especial pra mim por duas músicas: Drain You e Lounge Act. Drain You é perfeita só pela frase "One baby to another says, I'm lucky to have met you". Eu associo esse trecho instantaneamente a todos os meus amigos. Todos os melhores. E Lounge Act, dispensa comentários.

Voltemos a falar da exposição.

A exposição é curta. O bom dela é que não foca no fim da banda e muito menos no suicídio do Kurt, o que infelizmente é um assunto que sempre é abordado quando se trata de Nirvana. Há pouquíssima ou quase nenhuma menção à Courtney Love e há dois stands em que os fãs podem se divertir. Um imita a capa do Nevermind e outro é um coração preto, do genial Heart Shaped Box.

Muitas fotos incríveis, guitarras usadas pela banda, camisas e até um stencil, que poderia ter sido recriado pela produção. Tenho certeza que todos os “grunges remanescentes” gostariam de ter uma camisa silkada com aquela estampa. Fora isso há dois player com vários CDs do anos 90 em que o público consegue ouvir as melhores mais famosas músicas de cada banda da época. Pearl Jam, Smashing Pumpkins, Hole são apenas alguns nomes.

O ponto alto da exposição, para mim, são as estatuas que recriam a capa do In Uterus. É simplesmente genial ver em tamanho real aquela mulher com metade dos órgãos expostos. Senti falta de fotos da época ruiva do Kurt e queria muito, muito ter visto o clássico óculos branco que ele usava sempre.

No geral, a exposição vale muito a pena. Eu senti uma certa bad ao final dela, e não fui o único. Ouvi de outros que foram a mesma sensação de angustia e uma certa nostalgia. Mas que fã que não sentiria isso, não é mesmo?

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

https://o.twimg.com/2/proxy.jpg?t=HBgtaHR0cDovL3N0YXRpYy5vdy5seS9waG90b3Mvb3JpZ2luYWwvN3RqZ24uZ2lmFOwJFOwJABYAEgA&s=Y-LkLtRmCw5Iq1wTo8dBqpPeNRJBdcMy8ytpeCBGjts