Bienal do Livro do Rio 2017 | impressões, observações e reflexões

Primeiramente, quero lembrar do vídeo que fiz da Bienal do Livro do RJ anterior, o "Bienal do Livro para quem?", pois o tempo passou e parte desta impressão inicial se manteve... afinal: a Bienal é um evento para nós leitores ou para os comerciantes de livros? Sim, nós temos casos distintos na Bienal, como foi o caso do Geek e Quadrinhos que teve atividades nerds sensacionais durante todos os dias de evento, aproximano fãs e escritores em um nível melhor de interação, com atividades relevantes, o estande da Editora Draco que estava com quase todos os seus autores, que conversaram, autografaram e interagiram com todos.

Muitos outros momentos de autógrafos figuraram por todos os outros estantes, mas é aí que aparece a primeira observação: sempre o mesmo formato de fila gigante com o autor ou autora à distância para você interagir pouquíssimo, alguns paineis aqui e ali com uma interação maior, mas com aquele distanciamento considerável entre quem foi lá para ver o ídolo literário e quem foi. Claro que esta é uma evolução, é muito bom conhecer um pouco seu ídolo e pegar um autógrafo, mas é isso? É só isso? O formato não vai mudar, melhorar? Evoluir?

Fomos à Bienal no sábado e achamos que teria muita gente, e tinha. Filas para todos os lados, principalmente nos estandes mais notórios ou famosos, mas ainda assim, no pavilhão verde por exemplo, havia um imenso espaço "em branco" nem praticamente nada, enquanto estandes que foram maiores em outras edições tiveram seu espaço diminuido em quase metade. Deve haver uma explicação, claramente, mas ficou muito esquisito aquilo.

Outra coisa que não muda dão os preços, que estão sempre altos como os da Saraiva, em que as promoções são escassas e muito aquém do que há na internet por exemplo. Há os estandes que ficam sempre no início da Bienal com livros muito baratos onde é possível ter ótimos achados, mas os grandes títulos em sua grande maioria permanecem com preços altos.

Por essas e outras a grande surpresa desta edição foi ver um enorme estande das Lojas Americanas, vendendo livros muito mais baratos do que os demais estandes além de biscoitos, balas, bebidas e outros itens com preços muito baixos, uma alternativa aos estabelecimentos vendendo comida nas áreas de alimentação, que também tinham preços bem altos (uma reclamação que ouvimos de várias pessoas que, mesmo com os preços altos, compravam o que podiam na hora da fome.

Esperamos que a Bienal volte a ser grandiosa, que volte a nos deixar sem fôlego anunciando cada vez mais novos autores, aqueles que nos fazem embarcar em novas aventuras, mas que são pouco visados; que tragam mais autores internacionais, como George R.R. Martim, Neil Gaiman e tantos outros que esperamos ver.

Muitas coisa foram sim bem legais, mas fica como impressão que a Bienal está lutando muito para nos entregar coisas que queremos e acaba nos entregando muito do que não queremos também. Será que as coisas estão diferentes em São Paulo? É isso que vamos tentar conferir na próxima Bienal do Livro da terra da garoa! Queremos ver como estão as coisas por lá, para podermos entender como está funcionando a dinâmica da Bienal em um mercado como o de Sampa.

Bem, esta é a nossa opinião, vocês podem ter tido impressões e experiências muito diferentes e queremos ouví-las! Conte-nos nos comentários 🙂 o que vocês acharam? Conseguiram ver seu ator ou autora favoritos? Riscar aqueles livros tão sonhados de suas listas de desejos? Esperamos que sim! Afinal, tudo se trata disso: daqueles que conseguem nos fazer ir mais longe, daqueles que aumentam nossos horizontes e nos trazem novos mundos. Os livros.

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