Bienal do Livro do Rio de Janeiro 2015: a consolidação do amor pela leitura no Brasil

Com toda a discussão sobre a educação nas escolas, analfabetismo funcional, sobre a internet devorar a vontade de ler, principalmente, para os jovens não reflete o cenário visto na XVII Bienal Internacional do Livro que acontece de 3 a 13 de setembro de 2015. Andando pela gigantesca área do Rio Centro na Barra, vimos famílias inteiras, pessoas de todas as idades se divertindo e adquirindo livros, emocionados em ver e conversar com seus autores preferidos e ávidas por conhecerem novas estórias. IMG_20150906_205933

Jovens leitores

Os pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos foram os mais alvoroçados em todos os quesitos citados acima. Lotando o auditório para bate-papos com autores, acabando com estoques inteiros de editoras, procurando por brindes diversos, garimpando novos livros e promoções, eles encheram os 2 dias nos quais comparecemos ao evento. E foi maravilhoso ver como as editoras estavam se esforçando para acompanhar e agradar estes ávidos leitores. Leya, Rocco, Saraiva, Novo Século, Darkside e demais grandes editoras tinham filas enormes para entrar em seus estandes e outras filas ainda maiores para pagar pelos materiais, dada a variedade do acervo. Este ano a Bienal mais uma vez caprichou no quesito grandes autores, Maurício de Souza, Eduardo Spohr, Carlos Ruas, Thalita Rebouças, Julia Quinn, Affonso Solano, Raphael Draccon, Carolina Munhoz, Colleen Hoover, são apenas alguns dos inúmeros autores que participam do evento e levam os jovens quase à histeria.

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Nem tudo é perfeito

Mesmo com tantas coisas boas, como todo o evento deste porte, algumas coisas não estavam a contento. Um dos itens que mais chateou as pessoas que participaram foi a desorganização em alguns momentos como na entrada dos visitantes. Nos dois dias em que o Odin com Pimenta participou (sábado e domingo, 5 e 6 de setembro), houve problemas na dinâmica de organização para a entrada no primeiro pavilhão, o Laranja, com pessoas entrando em filas erradas e ficando mais de meia hora nelas antes de serem informados, professores perdidos, pessoas furando filas, etc. Além disso, alguns dos restaurantes de alimentos que estavam no local não estavam preparados para dar conta de um público tão grande, além de terem opções muito caras. No quesito de senhas para a participação do Conexão Jovem, o início das distribuições foi problemático, com placas com os nomes dos autores não muito visíveis e com poucas pessoas para organizar tudo. Isso foi compensado pelo fato de que senhas eram distribuídas com lugares marcados no auditório, o que poupou o tempo de quem já havia ficado 2h esperando em pé para ver seu autor favorito.

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O que vemos cada vez mais, é que todo o evento grande tem suas dificuldades e esperamos que se aprimorem cada vez mais para que o público, sempre fiel e presente, receba o tratamento respeitável que merece. No mais, amamos livros e ficamos feliz de ver a Bienal do Livro do Rio de Janeiro tão cheia de vida, propiciando tanto contato entre os autores e os leitores, além do contato dos leitores uns para com os outros.

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