Resenha do terror | O Evangelho de Sangue – “tudo é dor”!

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Por Gabriel Mesquita (Instagram @gabrielm87)

Começo esse post com uma simples pergunta: o que não pode faltar em um bom livro/filme para os amantes de terror?

Acertou quem disse sangue. Sim, isso mesmo. Eu sei que vocês adoram sangue. E quanto mais, melhor! Sangue é o que não falta no O Evangelho de Sangue do Clive Barker.

Conhecido e reconhecido por ser um autor ímpar do gênero, Barker não deixa a desejar com esse último lançamento da Darkside. Confesso que no começo do livro achei tudo um pouco confuso e demorei um pouco para entender o que 6 magos ressucitando um outro tinha a ver com o macabro Pinhead e um policial. Nada que não ficasse claro a partir da página 50. Na verdade, a partir desse momento eu comecei a devorar o livro e infelizmente, ele chegou ao fim.

As 317 páginas são divididas em 3 livros: Vidas Passadas, Dentro do Portal e Estrela Caída. O último, devo dizer, é impossível de se parar de ler. Os melhores acontecimentos estão nessa parte do livro.

Para os que se interessam pelo "assunto" - Inferno - as seguintes associações são inevitáveis: Condenada do ilustrissimo Chuck Palahniuk (O Clube da Luta), A Divina Comédia do mestre Dante Alighieri e para os mais pop e amantes de seriados trash, Shadow Hunters (Netflix rsrs).

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Clive Barker
O héroi dessa vez é Harry D'Amour, um detetive sobrenatural todo tatuado com símbolos religiosos pelo corpo.

Mas por que Harry? “Por que o Inferno se interresou por você. Ou você se interessou pelo Inferno. Talvez as duas coisas” afirma o Cenobita em uma das passagens do livro. Possuídor da CI, coceira incoçável, Harry sabe quando está em apuros quando suas tatuagens se manifestam (Shadowhunters, rs) e que há algo de sobrenatural por perto.

Piadas a parte, o forte do livro não é humor. É o sangue, são as mortes e o grande número de demônios que Barker criou. Por diversas passagens o leitor se pergunta: que mente doentia a desse homem em escrever essas atrocidades. Haja estômago! Para os fracos, não recomendo. Um certo enjoou surge quando a aparência do braço direito do Pinhead, Felixson, é narrada. E também um aperto no coração conforme as páginas vão passando e o dêmonio ... sem spoilers né gente?

No terceiro livro é quando o Pinhead se sobresai mais na história. É nesse capitulo que há mais sangue, mais demônios e pasmem, é nele que descobrimos que há uma catedral no inferno (isso não é um spoiler, é apenas para despertar o desejo da leitura de vocês pelo livro rs). É nesse capitulo que o livro fica impossível de ser abandonado e o leitor se pergunta: será que isso existe mesmo? Se o inferno esta lá, de baixo da gente, será que ele é assim? Não sei quanto a vocês, mas fiquei com a aquela famosa sensação do "e se". E se aquilo tudo existe mesmo? Confesso também que simpatizei um pouco com o vilão e que no final das contas, eu estava torcendo por ele. Shame on me.

Mas resumo o livro com a seguinte palavra: leiam! Apenas isso, leiam. Vai valer a pena. Prometo.

Tudo é morte, tudo é dor. O amor gera a perda. O isolamento gera ressentimento. Não importa a direção que nos viramos, sempre somos feridos. Nossa única herança é a morte. E nosso único legado, o pó”. – Cenobita, Hellraiser, todo poderoso do inferno a.k.a O Fodão da porra toda.

Conta aí pra gente. Já leu o livro? Vai ler? Quero comentários!
Até a próxima!

Acesse o release do livro aqui no Odin com Pimenta, clicando aqui.

FICHA TÉCNICA
Título | Evangelho de Sangue
Autor | Clive Barker
Tradutor | Alexandre Callari
Editora | DarkSide®
Edição | 1a
Idioma | Português
Especificações | 360 páginas (estimadas), Limited Edition (capa dura)
Dimensões | 14 x 21 cm

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