Crítica Doutor Estranho | Benedict Cumberbatch e elenco arrebentam na fase cósmica da Marvel [Spoilers]

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Por Taty Pimenta

Fomos ao cinema com o "monstro da expectativa" sob controle, afinal, a melhor forma de estragar um filme é ir com altas expectativas quanto a ele e Doutor Estranho foi uma grata surpresa em todos os quesitos. O roteiro é muito bom, apresentando o Doutor Stephen Strange, sua arrogância, seu brilhantismo na profissão e tudo o que conseguiu com isso.

Isto posto e consolidado para o expectador, notem o uso da palavra "consolidado" não explicado, como vimos em alguns sites por aí, vemos então o terrível e violento acidente de carro pelo qual Stephen passa e as inúmeras cirurgias feitas em suas mãos na tentativa de recuperar totalmente o movimento delas. Strange esgota todos os seus recursos financeiros nesta busca e se afasta de todos os que ainda gostavam dele é então, no fundo do poço, que ele descobre uma outra saída.

É então que ele chega à Anciã, interpretada de forma excelente pela peculiar Tilda Swinton, que começa a ensinar Strange que ele sabe muito pouco de praticamente nada! E percebemos que também não sabemos nada, principalmente sobre o potencial da Marvel no cinema, porque o que vemos então é um roteiro que desenvolve vilão, ameaça, heroi e personagens periféricos de forma cadente e competente.

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Dos expectadores mais escolados sobre o Doutor Estranho, aos mais "noobs", todos entendem o que está acontecendo, a gravidade disso e o papel das personagens ali. O universo cósmico se desenvolve bem como em Guardiões da Galáxia, o que parece complexo (e realmente o é) fica fácil de se entender visto que juntamente com Stephen nós também vamos dando espaço à suspensão de descrença e assim os diferentes universos e realidades vão entrando em nossa pele e mentes dando uma dimensão monstruosa do que o Universo Cinemático da Marvel é capaz.

Em se tratando do lado técnico o filme tem uma direção de arte primorosa, com roupas e cenários lindos, maquiagem competente e caracterizações acuradas. A biblioteca da Anciã é um desbunde para qualquer amante de livros e nem preciso dizer como fiquei lisonjeada com Wong, o bibliotecário mais descolado do cinema juntamente com a Evy de A Múmia (interpretada por Rachel Weisz). Os tomos antiquíssimos, velhos, com páginas antigas de pergaminho, capas de couro e símbolos brilhantes eram tão vívidos e bem feitos que eu tive desejos por tocá-los (olhos brilhantes).

Além disso, a sala do Olho de Agamoto e a peça em si eram de tirar o fôlego, os fãs mais hardcores de Doutor Estranho vão ter trecos com tudo aquilo, inclusive com o papel do Olho nos futuros filmes da Marvel - dica? Pense em Thanos!. Lembro bastante do Doutor no desenho antigo do Homem-Aranha e está tudo muito bem feito, inclusive o Benedict, que um caso à parte porque está PERFEITO no papel!

Mads Mikkelsen, Chiwetel Ejiofor e Rachel McAdams estão muito bem também em seus papeis, críveis e com atuações bem feitas, no sentido de que não foram personagens estourados, mas sim com motivações e atuações coerentes com o que tinham que fazer em tela. Chiwetel inclusive, terá uma nova participação interessante no próximo filme do Doutor (fique até o final dos créditos).

Espaço aqui para falarmos de Benedict Cumberbath! Este homem se compromete mesmo com tudo o que faz e dá para ver isso em tudo o que ele fez com a personagem de Strange. Ele absorveu o jeito de ser do Doutor e sua frustração dolorida em ter perdido suas habilidades cirurgicas com as mãos, é bem comovente e ajuda a ilustrar melhor quem ele é e o que o acidente significou para ele. Nota para a cena em que ele destrata Rachel McAdamns, quando está desesperado por uma cura, aquilo foi muito bom.

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Para finalizar, temos os créditos. É legal finalizar com eles, pois durante o filme temos alguns vislumbres das ligações deste filme com todo o Universo Cinemático, mas no primeiro dos 2 créditos vemos como o Doutor será introduzido aos Vingadores e quais as aplicações de suas habilidades cósmicas recém adquiridas. O Vingador que vemos é, diga-se de passagem, totalmente coerente com o contexto do que vimos nos eventos do filme do heroi.

Mais uma veza Marvel acerta e sua grande estória e universo fica cada vez maior, coerentemente construído para se tornar um dos maiores feitos da história do cinema: décadas de estórias em quadrinhos e centenas de personagens se unindo em uma única e massiva obra áudio visual. Que venham mais peças do quebra-cabeças lindo que a Marvel está fazendo, o quadro todo está cada vez mais incrível!

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