Impressões de uma nerd sobre Star Wars VII: O Despertar da Força [SPOILERS]

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Por Taty Pimenta

Assistimos ao Star Wars VII: O Despertar da Força no último sábado, dia 19/12, em uma sala Platinum do Kinoplex. Ver o sétimo episódio em um cinema já é épico, mas naquela sala então, uau! Poltronas reclináveis, largas e aconchegantes; pipoca e refrigerante entregue na sala, em mãos; tela gigantesca, mesmo sem ser IMAX; toalhas refrescantes; som sorround com efeito por toda a sala; funcionários educados, gentis e eficientes; óculos 3D maiores e que atrapalham menos quem já usa óculos.

Fora isso, a sala tinha lugares reduzidos e os que estavam presentes não fizeram comentários aleatórios, babacas ou impertinentes. As pessoas reagiam as coisas com entusiasmo e na hora certa, nada que atrapalhasse a experiência alheia. Foi tudo o que um cinema e uma sessão devem ser. Agradecemos ao Kinoplex pelo serviço de primeira! Não foi barato, mas, por todos os deuses nórdicos, foi um primor e valeu cada centavinho.

Não, não estamos recebendo um único centavo por isso, mas eu precisava dizer de coração, visto que tudo isso, fora o filme maravilhoso que vimos, incidiram na experiência que tivemos.

O filme começou com as clássicas letras subindo, incluindo o STAR WARS gigante na tela, ou seja, já começou super nostálgico, mostrando a que veio. Mal podemos descrever a emoção subindo a cada frame, o coração pulsando loucamente, feliz, com tudo o que os olhos viam.

Tomei uma voadora na cara com aquele massacre que a Primeira Ordem promoveu em Jakku, mataram todos sem dó nem piedade e vimos que o Kylo Ren e a Capitã Phasma não tinham compaixão. Ao mesmo tempo, vimos do que Finn era feito, vimos seu desespero e confusão em meio a uma situação tão terrível. Nota extra para o fato de a Capitã Phasma conhecer com precisão cada um de seus soldados! Uma coisa que já nos chamou a atenção também foi ver que, aparentemente, não haviam mais clones do Jango Fett, visto que Finn é completamente diferente dele.

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A esta altura também já havíamos sido apresentados a outras duas personagens: Poe Dameron e seu adorável droide BB-8. Uma coisa bacana notada pelo Odin foi que BB-8 em seus trejeitos e comportamento lembra muito um gatinho (lembrem-se da hora em que a Rey o manda embora, logo no começo do filme), todo meigo e sorrateiro. Poe é um grande piloto, sem dúvida alguma, está tudo ali em suas manobras e auto controle.

BB-8 consegue fugir, conforme Poe o instrui, este é capturado e o droide se vê sozinho em um lugar desconhecido e após vagar e quase ser capturado para ser vendido (ou até desmembrado) até que Rey o encontra. O que é aquela menina? Linda, sem - quase - nenhuma maquiagem, carismática e forte. Ao ver o trabalho pesado que realiza diariamente, vi como a Rey era solitária, mas também disciplinada, esforçada e paciente. Em poucos minutos temos a noção clara de solidão em que ela se encontra, também a fome que a motiva a tanto trabalhar.

Poucos de nós sabem realmente o que é fome, o que é dormir e acordar com o estômago doendo, ou mesmo o que é ser órfão e desejar desesperadamente ter uma família só sua. Daisy Ridler e sua personagem Rey transpareceram muito isso, na verdade, lembrei muito de minha mãe e dos relatos de sua infância de órfã sem recursos, vi tudo aquilo na interpretação delicada de Daisy.

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Conforme o filme avança vemos Finn e Rey se juntarem e uma coisa muito legal acontece: muitas amizades verdadeiras começam em um período ou situação de adversidade e com eles não é diferente. Finn, Poe e Rey acabaram ficando em situações, com o perdão da palavra, de merda, mas isso os uniu, sendo Finn o elo para esta tríade.

Tudo foi tão bom! A fotografia do filme estava linda, a trilha sonora primorosa, os novos atores carismáticos, e os antigos... Lágrimas quando Han Solo e Chewie apareceram, lágrimas quando a Leia apareceu, lágrimas até com a aparição de C-3PO, rs. Foi como o Han disse, era como estar em casa! Eu me senti confortável dentro de mim mesma vendo o filme, participando dele, do meu jeitinho: vibrando, chorando, torcendo.

Vimos pessoas reclamando que a trama foi repetida e blábláblá. Honestamente: A HISTÓRIA É CÍCLICA PELO AMOR DE ODIN! Quantas vezes não vimos a história se repetir? Primeira e Segunda guerras mundiais, ditaduras, derrubadas de governo, tudo igual na vida real, por que não poderia ser assim em Star Wars? Não fiquei bitolada com isto, de forma alguma, ainda mais depois de ver a nova estr... ou melhor, o planeta da morte em ação, a Primeira Ordem destruiu planetas e matou milhões de uma única vez, foi terrível.

Aliás, as ações do lado sombrio se tornaram muito mais nocivas e terríveis como a tortura de Kylo Ren sobre Poe, o massacre inicial em Jakku, a destruição dos planetas, mesmo os Stormtroopers e Flametroopers que agora acertaram mais gente e mataram aos baldes. O episódio VII é realmente só um prelúdio do que estamos para ver.

Não era mesmo para termos todas as respostas agora e muito do que vimos, inclusive a violência exacerbada do lado sombrio não será respondida agora. Temos muitos pontos novos para os quais nos debruçarmos e são - alguns - deles:

1) A origem de Rey: Qual é a ligação dela com Luke Skywalker? São pai e filha? São sequer parentes? Isso explicaria a ação absurda da Força nela?

2) Kylo Ren: Por que, com pais irados como aqueles, ele pôde ter ido para o lado sombrio? O que Darth Vader significa para ele no sentido do mal e por que?

3) O Líder Supremo: Quem é ele? Seria ele um Lorde Sith? É ele quem completará o treinamento de Kylo de fato?

4) Capitã Phasma: Apesar das poucas cenas, a Lucasfilm anunciou que ela é importante para a trama, será mesmo? Se sim, como então?

5) Chewbacca: Ele permanecerá ao lado de Rey? Ele terá sua vingança?

6) Luke Skywalker: O que ele tem feito? O que aconteceu, em detalhes, com seu(s) padawan(s)? O que ele terá para dizer e fazer pela Rey?

Ainda há toneladas de perguntas, mas as respostas teremos somente no futuro, com os episódios VIII e IX, além de Rogue One. É nessas horas que vemos que Star Wars é realmente um universo inteiro, pois há tanto a ser dito, explorado e feito; há personagens tão ricos e com tanta história.

Agora, uma coisa que me partiu o coração: A morte de Han Solo. Que momento único no cinema, quanta dor o Han não passou, não só pelo sabre de luz de Kylo, seu filho, atravessado nele, mas porque era SEU filho! Isso doeu em mim, muito mesmo. Primeiro pelo susto anterior de finalmente sabe que Han e Leia, de fato, tiveram um filho, segundo porque foi este filho que o matou para ir 100% para o lado sombrio. O toque cheio de carinho que Han deu no rosto do filho foi de cortar o coração (que momento de Harrison Ford!!!), aliado ao rosto de Leia ao sentir que o amor de uma vida inteira havia partido, como partiu.

E é por isso que o filme valeu para mim, por isso foi perfeito! Eu vi um filme impecável, delicado, forte, onde os personagens me conduziram pela jornada deles. Se você não gostou de alguma coisa devido a tecnicalidades, devido a "furos no roteiro" - assim gente, é um filme 7, ou seja, muito veio antes de muito virá depois -, e coisas parecidas, eu sinto muito mesmo, você perdeu um pouco da magia daquilo tudo.

Você está errado? De modo algum, mas por favor, não se atenha a estas coisas pequenas quando gostar de algo, como foi dito no filme "Just let it in" e aproveite cada segundo do mundo pelo qual você tanto esperou. Vi relatos de crianças que viram o filme e ficaram deslumbradas, seja um pouco como elas mais vezes e sinta algo realmente único.

Acabou que falei mais de como me senti do que de certos detalhes do filme, rs, creio que Star Wars é bem sobre isso mesmo afinal. Uma coisa: LUKE SKYWALKER! Como ele ficou foda! A idade (e a barba) fizeram um bem absurdo a ele com certeza, está todo jedi, como devia ser. Foi ótimo vê-lo ainda mais depois de perder o Han, foi um bálsamo em uma ferida que ficou bem dolorida.

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Faremos um vídeo sobre as nossas especulações sobre a nova fase de Star Wars que estará em breve no Odin com Pimenta! Até lá, comentem este texto, o filme e as teorias que tiverem ou que lerem por aí.

Aguardo ansiosa o episódio VIII e todo aquele elenco lindo ao qual eu já estou ligada e pelos quais tanto me importo. Que época maravilhosa para ser nerd e fã de Star Wars.

Quase me esqueci de falar de outra pessoa que sequer apareceu, mas que, sem a qual, este filme incrível teria sido muito diferente: JJ Abrams. Se você nunca ouviu falar nele antes disso você viveu em uma bolha, porque o cara é responsável por Alias, Lost, o reboot de Star Trek (ou seja, agradou fãs de ambas as esferas) e agora pelo episódio 7. Ele é o cara!

Curtam, comentem, compartilhem! Ah: obrigada como sempre! Que a Força esteja com você 😉

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